A essas poucas horas da noite,
o sereno da noite faz doer os ossos,
o frio do pio da coruja,
esse silêncio escuro é açoite,
algumas brasas liberam calor,
meu corpo não quer dormir,
quer conversar com a lua,
a solidão extrema, onde todos dormem,
a morte se cala,
a vida descansa,
idéias loucas coloco no papel,
genitores dormem imaginando sonhos,
e tudo transcorre normal,
alguns discos-voadores no céu,
passeiam, namoram, observam,
o que eles fazem não interessam,
vivam em paz,
não é meu problema,
a noite continua,
frio e úmida,
tal qual a moça da noite,
que em sonho me persegue.
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